Pessoas a caminhar na rua

02 / 02 / 2026

O que mudava no meu bairro?

“O que mudava no meu bairro?” é uma iniciativa que promove o envolvimento ativo dos cidadãos mais velhos de Lisboa na identificação e priorização de pequenas melhorias relacionadas com acessibilidade, mobilidade e segurança nos seus bairros. O objetivo central é facilitar a experiência desta população nos espaços públicos, reforçar o sentido de comunidade e contribuir para a mitigação do isolamento e da solidão não desejada.

A iniciativa assenta na realização de passeios participativos que reúnem grupos de 15 a 20 seniores, juntamente com representantes das Juntas de Freguesia, da PSP e dos Radares Comunitários. Antes de cada atividade, é definido um percurso, traçado em articulação com os parceiros locais, que abrange pontos do território onde se anteveem oportunidades de melhoria. Durante o passeio, os participantes observam o espaço público e identificam pequenas intervenções com impacto direto na sua qualidade de vida — como o rebaixamento de passeios, a instalação de bancos para descanso, a reparação de pavimentos degradados, a melhoria da sinalização de zonas de risco, a substituição de calçada tradicional por calçada mista ou a instalação de iluminação e sinalética complementar.

A ação começa num Radar Comunitário da freguesia (café ou pastelaria), que funciona como ponto de encontro e espaço de convívio para os participantes. Ao longo do percurso, são registadas todas as sugestões e observações feitas pelos cidadãos. No final, no Radar Comunitário “ponto de chegada”, a iniciativa culmina num momento de partilha, geralmente durante o almoço, onde se procede à votação da intervenção prioritária. A melhoria selecionada é posteriormente garantida e implementada pela Câmara Municipal, em articulação com a respetiva Junta de Freguesia.

Mais do que um exercício de diagnóstico urbano, “O que mudava no meu bairro?” procura fomentar uma atitude crítica e participativa entre as pessoas 65+, valorizando o seu conhecimento sobre o território e reconhecendo o seu papel ativo na melhoria contínua da cidade. Ao envolver a comunidade sénior na construção de soluções, reforça-se a inclusão, a autonomia e a segurança de todos no espaço público.